04-05-2015
Inovação em revestimentos está no ADN da Gramafam
Revestimentos em pedra com papel reciclado ou sensores. Estes são os trunfos da Gramafam para alargar as vendas para três continentes, duplicar a faturação e criar mais emprego. A inovação está no ADN desta empresa famalicense de pavimentos e revestimentos em rochas naturais e artificiais, reconhecida como um dos principais atores do setor e que ambiciona crescer dentro e fora de Portugal. Hoje foi visitada por Paulo Cunha em mais uma jornada do roteiro Famalicão Made IN.
Pioneira no país a oferecer a possibilidade de utilização de pedra com papel reciclado em superfícies arquitetónicas, a Gramafam está apostada em potenciar cada vez mais o uso de materiais sustentáveis no sector da construção. Aliás, em nome da sustentabilidade ambiental, o recurso a pedra industrial, fabricada com recurso a materiais naturais, já representa 70% da faturação da empresa.
Novas superfícies com soluções inovadoras e amigas do ambiente, em que a tecnologia e a qualidade imperam, ganham assim terreno na atividade da empresa. “O futuro das novas gerações precisa de estar assegurado e a Gramafam está comprometida com este princípio”, disse o sócio-gerente Rui Rodrigues, a quarta geração da família e o responsável por este novo caminho que está a ser trilhado.
Esta perspicácia com o aproveitamento e a utilização de materiais sustentáveis valeu à empresa o prémio para a construção mais inovadora do ano no concurso internacional para cidade do futuro organizado em 2014 pela Europe Business Assembly de Oxford de Londres. O projeto resultou de um consórcio que juntou a Gramafam, a EcoPaint, a Amorim, a Secil e a Quimidois, empresas que contribuíram com materiais e saber-fazer para tornar habitável e confortável um contentor de carga marítimo em fim de vida.
América no horizonte
A estratégia de crescimento da Gramafam está também assente no desenvolvimento da arquitetura contemporânea através da introdução de sensores nos materiais de revestimentos. A empresa famalicense já começou a trabalhar neste projeto de domótica com a Universidade de Minho e outros parceiros e que será apresentado em breve. “Num futuro próximo os espaços habitáveis irão reconhecer os seus utilizadores e serão controlados à distância”, explicou Rui Rodrigues.
Com um volume de negócios de dois milhões de euros em 2014 e 28 colaboradores, a Gramafam, sediada em Calendário, vende para o exterior 80% do que produz. Está presente em países da Europa e África e quer chegar também ao continente americano. Neste momento decorrem relações comerciais com um parceiro em S. Paulo, Brasil. “Gostaríamos de ser a primeira empresa portuguesa do sector a operar em três continentes. Seria um enorme orgulho para nós”, sublinhou.
O reforço da internacionalização faz parte de um plano de crescimento que prevê a contratação de mais 15 pessoas nos próximos meses e a expansão e modernização da capacidade instalada em infraestruturas e tecnologia. O objetivo é duplicar a faturação para os quatro milhões de euros até 2017.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão referiu-se à Gramafam como uma empresa que “soube associar a tradição à modernidade com solidez e perspicácia”. Paulo Cunha destacou a empresa como um exemplo de coragem ao conseguir afirmar-se no país e no estrangeiro a partir de um concelho que não tem tradição no sector, sendo hoje “única e original naquilo que faz”.
Para o autarca a Gramafam é por isso também uma empresa que “afirma a diversidade industrial” do território famalicense. “A sua presença e força vem reforçar a ideia de que a heterogeneidade nos diferentes sectores industriais é uma marca do nosso concelho”, argumentou, enaltecendo ainda a ambição de crescimento com a consequente criação de novos postos de trabalho.
