04-03-2019

Oldtrading aposta em marca própria para maternidade

O nicho de mercado da maternidade é a nova aposta da Oldtrading. A empresa famalicense tem como objetivo apresentar, ainda em 2019, uma marca própria para o segmento pré-mamã e pós-mamã, investindo no lançamento de uma linha de vestuário seamless em que é especialista.

“Vamos realizar uma operação de marketing bem estruturada. Produzindo para o casual, o sportswear e a modelação, ao criar uma marca para essas áreas, podíamos colidir com os nossos clientes, que já contam connosco. Trabalhando com a maternidade, o pré-mamã e o pós-mamã, reservamos para nós o desenvolvimento dessa área de negócio com a nossa marca”, avança o CEO, Rui Gordalina, em declarações ao Portugal Têxtil.

A Oldtrading foi criada em 2008 a pensar no underwear, mas o sportswear é atualmente a grande aposta da empresa sediada em Vila Nova de Famalicão. Só em 2018, o sportswear cresceu 10%, representando agora cerca de 25% do que se produz na Oldtrading. “Em 2019, acreditamos que vamos conseguir crescer mais 20%”, adianta.

No âmbito de um projeto de inovação produtiva em que está envolvida, a Oldtrading adquiriu três novos teares “com características de última geração, preparados para trabalhar com elastano e fios especiais”, adianta. Foi um investimento que rondou os 300 mil euros, comparticipados pelo Portugal 2020.

Com 50 trabalhadores, dos quais seis se dedicam exclusivamente ao I&D, a Oldtrading exporta 95% do que produz, essencialmente para os países nórdicos e para a Europa Central, com exceção da Alemanha, mercado que a empresa quer conquistar.

Uma das armas para potenciar a exportação é a aposta na sustentabilidade. A pensar nisso, desenvolveu recentemente duas fibras sintéticas inovadoras: uma reciclável e outra biodegradável.

Em 2019 o objetivo é crescer em volume de negócios. “Queremos continuar o caminho de incorporação de clientes com produtos técnicos. Em 2018 atingimos os 800 mil euros em produtos técnicos, e acreditamos que, este ano, vamos talvez atingir um milhão de euros só em produtos técnicos”, conclui Rui Gordalina.

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