18-07-2016

A emoção tem razão na arte do mobiliário

A Emotional Objects é mais um exemplo em Vila Nova de Famalicão de que é possível inovar com arte num sector tradicional da economia portuguesa. João Faria, mentor desta nova marca de mobiliário, é um excelente testemunho da reinvenção do sector. O arquiteto desenha peças que conjugam diferentes materiais e buscam a perfeição, resultado da harmonia improvável entre a razão e a emoção.

Mesas de centro, secretárias e aparadores estão entre as 26 coleções que João Faria já desenvolveu e quer começar a comercializar. É também o caso da Manteigueira Íris que já lhe valeu um prémio internacional de design e de outros objetos de uso diário.

São objetos que provocam o olhar, ainda que “limpos e menos vistosos, mas carregados de complexidade e valor acrescentado”, como hoje o arquiteto os apresentou ao Presidente da Câmara Municipal. Paulo Cunha visitou a Emotional Objects em mais uma jornada do roteiro Famalicão Made IN.

João Faria combina as técnicas artesanais e tradicionais com a alta tecnologia e associa-lhe um traço único de beleza e elegância. Um trabalho que conta com várias sinergias. “Excelentes empresas, todas de Vila Nova de Famalicão, colaboram com a Emotional Objects na parte dos metais, das madeiras, dos aços inoxidáveis e dos vidros. Fazem coisas raras e conseguem levar a sua arte até ao fim”, explicou.

A Emotional Objects “desenvolve linguagens estéticas internacionais”, razão pela qual a internacionalização da marca é a aposta. “Queremos conquistar todos os mercados que nos querem, até os menos óbvios como o Irão, país com um gosto muito europeu e que aprecia objetos de qualidade”. João Faria não tem dúvidas: “O mundo há de ser nosso”.

Paulo Cunha não poupou nas palavras para elogiar o trabalho da Emotional Objects. “Objetos de grande qualidade e requinte”, considerou, enaltecendo ainda o facto de envolver outras empresas famalicenses. “É um projeto que amarra no território para acrescentar valor ao que faz, sendo um bom exemplo de economia em rede”.

O autarca disponibilizou a “força institucional” da Câmara Municipal para ajudar a Emotional Objects a crescer. “O sucesso deste projeto é uma reivindicação nossa. Sinal inequívoco de uma parceria que queremos que seja construtiva”, rematou.

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