21-10-2019

Aesacademy tem a receita para criar chefs de sucesso

É a profissão do momento. Ser chef de cozinha está no auge da moda e há cada vez mais gente a procurar esta área, no entanto, a profissão exige muita dedicação, algum talento e principalmente a formação adequada. Foi precisamente com o objetivo de oferecer conhecimento, mas principalmente prática, que António Rodrigues decidiu criar em outubro de 2017 a Aesacademy, uma academia de formação profissional na reciclagem de conhecimentos e na atribuição de competências. Desde então, já passaram por aqui mais de 300 formandos, muitos vindos do estrangeiro.

O edifício instalado num moderno e inovador cluster empresarial instalado na freguesia de Ruivães, em Vila Nova de Famalicão, dá nas vistas por fora, mas é por dentro que reside a verdadeira magia para uma receita de sucesso.

Uma equipa composta por mais de dez pessoas, das áreas do design, marketing e chefs trabalha num espaço que se assemelha a um estúdio de televisão. Numa cozinha tipo Master Chef, com diferentes salas de formação, a Aesacademy proporciona formação prática e certificada nas áreas de cozinha, pastelaria, serviço de mesa e bar. A atmosfera é a mesma dos grandes concursos televisivos: há chefs para avaliar, fotógrafos para registar, cronómetros para marcar o tempo, ingredientes para explorar. Tudo para garantir certificação de profissionais do canal HORECA (Área de atividade económica relativa aos hotéis, restaurantes e cafés).

Na passada sexta-feira, o espaço recebeu a visita do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no âmbito de mais um roteiro pela inovação no concelho.

O autarca salientou “as virtudes” do projeto, referindo que a estrutura que nasceu focada numa área especifica cedo percebeu que havia necessidades no mercado que exigiam outras competências e outros serviços, avançando para a verticalização e contribuindo para que outras propostas económicas pudessem crescer e ser bem-sucedidas.

Paulo Cunha valorizou ainda o sector da gastronomia, salientando que “é um setor que muito interessa a Famalicão, pela nossa tradição e pela dinâmica e fulgor turístico-cultural do concelho”.

Neste âmbito, destacou ainda a importância de qualificar os recursos humanos - desde os empresários aos cozinheiros, passando pela sala - “é essencial para as propostas na área da gastronomia serem bem-sucedidas”. “Mais que a história e a tradição, é importante que a nossa gastronomia tenha qualidade e valor acrescentado” sublinhou.

Por sua vez, o diretor geral da Aesacademy António Rodrigues explicou que “a legislação portuguesa obriga os empregadores a ministrarem várias horas de formação nesta área, no entanto, muitos acabavam por não desenvolver a componente prática e foi, por isso, que decidimos criar esta academia e esta equipa, oferecendo conhecimento e dando às empresas as competências para crescerem e terem sucesso”.

Sob a orientação de uma equipa liderada pelo chef Vítor Almeida, os formandos têm à sua disposição cursos para diferentes graus de conhecimento num modelo quase integralmente prático. “Desde o corte de legumes, ao empratamento, ao enquadramento nutricional, são ministrados vários níveis, numa formação essencialmente prática que é uma mais valia”, como salientou o chef.

O responsável explicou que “há muitas pessoas no mercado que nunca tiveram formação de base, nunca tiveram certificação e não conseguem acompanhar a evolução do mercado”. Entre os formandos há um pouco de tudo desde donos de restaurantes, que querem aprender a cozinhar para gerirem melhor as suas empresas, profissionais que tiveram a sua formação, mas que querem agora evoluir um pouco mais e ainda pessoas que têm paixão pela cozinha e querem mudar de profissão.

No espaço onde está implantada a academia com mais de três hectares, há também espaço para o cultivo de microlegumes, microvegetais, flores comestíveis e ervas aromáticas, do prado ao prato.
Mas há mais projetos a nascer. Neste espaço, onde a formação pode ser delineada à medida das necessidades dos formandos, a aposta centra-se, agora, na internacionalização e poderá passar, também, pela criação de oferta de alojamento, como adiantou António Rodrigues.

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