06-07-2015

Arte e tradição portuguesa fazem o luxo da âme moi

Carteiras com filigrana de ouro ou prata, seda bordada à mão, pele de alta qualidade e crina de cavalo. Sim, existem e conjugam a arte dos artesãos, a tradição portuguesa e a exclusividade. Trazem a assinatura âme moi e estão a fazer brilhar os olhos de muitas mulheres no mundo porque, mais do que carteiras, são joias e também obras de arte.

âme moi é uma nova marca de acessórios de luxo de dimensão global, com alto valor acrescentado e pensada pelo famalicense Alberto Gomes, que o presidente da Câmara Municipal de Famalicão foi conhecer nesta segunda-feira no contexto do roteiro Famalicão Made IN. É na Quinta do Outeirinho, freguesia do Louro, Vila Nova de Famalicão, com os cavalos a pontuarem a sua extensa área verde, num perfeito convívio com a natureza, que este projeto ímpar, arrojado e promissor se está a desenvolver para conquistar o mundo.

“Estou verdadeiramente deslumbrado com o trabalho da âme moi. Percebemos que é um projeto com uma dimensão empresarial muito bem alicerçada e que se traduz pela excelência, pela qualidade e pelo arrojo de chegar aos mais altos patamares. Já nasceu globalizado, o que é uma bandeira para que se afirme a nível internacional, e tem todas as condições para que em breve possamos ouvir falar dele noutras geografias”.

Cada carteira é manufaturada por artesãos nacionais e única. Afinal, nenhuma mulher é igual. Entre eles está aquele que é considerado o melhor artesão português – o “Mestre Agostinho”, 78 anos, e um vasto curriculum de experiência no estrangeiro com trabalhos para grandes marcas mundiais como a Cartier e a Fabergé. O “puro sangue” deste projeto é assegurado pela designer Carlota Costa, uma jovem famalicense apaixonada por cavalos, que após se formar em Milão acedeu ao convite de Alberto Gomes para desenvolver este arrojado desafio.

Porquê âme moi? Alberto Gomes explica a escolha do nome: “Somos uma marca global que já está registada praticamente em todo o mundo e que quer conquistar também as grandes capitais da moda. O significado do nome está na nossa forte ligação ao Cavalo Lusitano, um animal com alma e que muito representa para Portugal. Porque a mulher põe tudo dentro da carteira, até a alma, a âme moi dá importância a todos os pormenores e tem como pilares a arte, a tradição e a exclusividade”.

A marca aposta na presença em grandes eventos mundiais para ganhar visibilidade e tem como principais mercados o Qatar, no Médio Oriente, Hong Kong, Malásia e Indonésia, no Sudeste Asiático, e Luanda, em Angola, transportando assim a manufatura portuguesa para o universo de reis e rainhas, príncipes e princesas, sheiks e milionários. Há um mês chegou a Singapura e, em Portugal, está presente na Loja das Meias, em Lisboa e Cascais.

O preço médio de uma carteira âme moi ronda os 3.500 euros. A mais cara custa 22 mil euros e tem alça em filigrana de ouro e pele de crocodilo 100% natural. A carteira de flores coloridas é a “mais complexa” de manufaturar, diz Alberto Gomes, porque, explica, “as flores são construídas pétala a pétala”.

A produção começou nas carteiras de senhora, mas está já a evoluir para a manufatura de outros acessórios de luxo como luvas, lenços, cintos e joias. Na próxima estação a âme moi vai também comercializar uma linha para homem. A empresa já tem dois anos de atividade, tendo o primeiro ano sido de prospeção de mercado e de identificação de fornecedores.

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