29-05-2017

Carlos Maia é sinónimo de peúgas inovadoras

O grupo empresarial Peúgas Carlos Maia prepara-se para arrancar com a produção de meias que reduzem o risco de entorse do tornozelo e potenciam a performance desportiva. O projeto, que é candidato a fundos comunitários no âmbito da inovação produtiva, tem como conceito incorporar nas meias suportes de tornozelo e ligaduras funcionais. Está a ser desenvolvido em parceria com professores universitários do Hospital de Santo António e da Escola Superior de Saúde do Porto. Uma inovação que foi explicada ao Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, na visita que realizou à empresa nesta segunda-feira, 29 de maio, no âmbito do roteiro Famalicão Made IN.

Fundada há 23 anos por Carlos Maia na freguesia da Carreira – e já com uma segunda unidade produtiva em Landim –, o grupo empresarial famalicense destaca-se por apostar na diferenciação e na qualidade para corresponder às máximas exigências dos seus clientes, dentro e fora de portas. E, inevitavelmente, insiste no caminho da inovação, com produtos de elevada tecnicidade e valor acrescentado.

Na manga está também a produção de meias para doentes diabéticos. Contínua será a aposta nas meias desportivas com aplicação de tratamento antibacteriano, Pureco, que já chegaram aos cinco continentes e que se tem revelado um sucesso de vendas. “Somos a única empresa em Portugal que aplica tratamento antibacteriano nas meias e também a única que possui detetor de metais no processo produtivo. A Pureco tem certificação OEKO-TEX e cumpre as normas europeias REACH”, enfatizou Carlos Maia. O certo é que esta aposta no segmento funcional e técnico, adiantou o administrador, “já representa 70 por cento do volume de produção”, contra os 30 por cento das meias básicas.

Com um efetivo de 140 colaboradores, a Peúgas Carlos Maia vende para o exterior 90 por cento do total da sua produção. A Europa é o principal mercado de destino da empresa famalicense, sendo que os principais clientes estão na Alemanha, França e Inglaterra. Fora da Europa os mercados de maior presença são o Dubai, a Indonésia, a Tailândia, o Panamá, o Perú e o Chile, bem como a Ucrânia, a Sérvia e a África do Sul.

No que a marcas diz respeito, a CAT e a Coca-Cola são aquelas para as quais a Peúgas Carlos Maia produz em exclusividade em Portugal. Mas todos os meses saem das instalações da empresa cerca de 2,5 milhões de pares de meias, 26 milhões de pares por ano, que levam a chancela de outras marcas de referência, como a Dickies, Lotto, Dunlop, Umbro, New Balance e Donnay, entre outras.

Em 2016 o volume de negócios rondou os 7,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 18 por centro em relação ao exercício anterior. Mas, segundo Carlos Maia, os próximos anos prometem ser ainda mais auspiciosos, o que significará mais faturação e também mais emprego.

Razões que motivaram as palavras de elogio por parte de Paulo Cunha. “A Peúgas Carlos Maia é uma empresa única no país que muito orgulha os famalicenses e que reforça o estatuto do nosso concelho como o cluster têxtil em Portugal. É uma empresa sólida e arrojada, que produz em grande quantidade e com grande qualidade, numa aposta clara na inovação. É, ainda, mais um excelente exemplo da vitalidade económica do nosso concelho”.

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