09-11-2015

Denim para a vida by WLROD

Primeiro estranha-se, depois entranha-se. A máxima tem anos, mas encaixa na perfeição na WLROD – Roots of Denim. Esta jovem marca famalicense ligada ao universo motard produz denim que dura uma vida e que quase não precisa de ser lavado. Tudo isto porque é para vestir como se fosse uma segunda pele, com os vincos próprios do uso, e quanto mais velho melhor. É o que garantem os autores deste projeto que escolheu as instalações da histórica Boa Reguladora para se desenvolver e que hoje Paulo Cunha adjetivou de “fascinante e arrojado” durante mais uma jornada do roteiro Famalicão Made IN.

“Os jeans WLROD não precisam de ser lavados nos primeiros meses de uso. Mas há quem, como nós, os use todos os dias e só os lave passado um ano, o que é perfeitamente normal”, disse Paulo Santos, o ‘cérebro’ do projeto, que conta com um vasto curriculum de experiência com trabalhos para marcas como a Heavy e a D-Sample.

É assim um verdadeiro regresso às raízes o que a WLROD está a evocar para reintroduzir um lifestyle totalmente desinteressado das tendências da moda, mas que garante alta qualidade e valor acrescentado a cada peça que é manufaturada. E, ao mesmo tempo, protege o ambiente. “À matéria-prima de qualidade e ao trabalho manual aliam-se técnicas únicas que emprestam caráter e assinatura artesanal ao vestuário premium da nossa marca”, sublinhou Paulo Santos.

Mas, afinal, que artigos produz a WLROD? Os principais e que registam maior sucesso de vendas são os jeans denim selvage, com gangas japonesas e italianas confecionadas segundo o método original e ancestral em teares de vaivém tradicional, os tecidos encerados e os casacos e acessórios em pele puro celeiro com acabamento orgânico, recorrendo a outsourcing a empresas do concelho. São sobretudo linhas dedicadas ao homem. Os produtos estão à venda no site da marca (www.wlrod.com) e ainda em oito lojas no país, com destaque para a Ton-Up Garage e para o importador da Vespa e da Moto Guzzi.

Internacionalização à vista

O preço médio de uns jeans ronda os 160 euros enquanto que um casaco de cabedal pode atingir os 600 euros. A WLROD sabe que os clientes que lhe podem dar escala estão no estrangeiro e por isso está a preparar uma estratégia que potencie a sua internacionalização. “Alemanha, França, Holanda e Inglaterra são alguns dos países onde queremos entrar”, disse Miguel Machado, outro dos promotores, avançando que a marca prevê estrear-se em feiras internacionais já no próximo ano. "Este tipo de produto é conhecido na Europa, mas não em Portugal. E nós somos uma marca que quer estar na Europa a competir com quem faz isto há décadas", acrescentou.

Paulo Cunha não escondeu a surpresa em relação à qualidade do denim que a WLROD confeciona. E também não escondeu o seu agrado por ver este projeto crescer num edifício com uma “carga simbólica muito importante” e cuja origem remonta ao século XIX. “É bom assistir à reocupação deste edifício que um dia, espero, possa recuperar a função empresarial que teve durante décadas”, confessou.

O Presidente da Câmara Municipal sublinhou que a capacidade de empreender está muito presente neste projeto cuja área de negócio “tem muito potencial de crescimento e onde a internacionalização é essencial”. Nesse sentido, destacou que a WLROD pode vir a obter bons resultados do protocolo que a autarquia rubricou recentemente com a AICEP para reforçar o apoio à internacionalização das empresas do concelho. “Estou certo que, dentro do chamado conceito de ‘private label’, este produto pode chegar a essas pessoas e que a marca terá condições para aumentar as vendas”, rematou.

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