29-02-2016

Celoplás cresce em Famalicão

Duplicar o volume de vendas e o número de colaboradores é a meta que o grupo Celoplás espera atingir com o investimento de 1,5 milhões de euros que está prestes a concluir numa das suas unidades em Famalicão. O crescimento da área de produção para o dobro, que a CCL-Plásticos vai concretizar já no próximo mês de abril, permitirá duplicar, a curto prazo, a faturação atual de 2,5 milhões de euros e o efetivo de 22 para 40 a 50 trabalhadores.

Uma boa notícia para Vila Nova de Famalicão que os administradores deste grupo de componentes de engenharia em materiais poliméricos transmitiram a Paulo Cunha durante a visita que o autarca realizou nesta segunda-feira no contexto do roteiro Famalicão Made IN. “É com grande satisfação que constato que a Celoplás está a crescer em Famalicão. Este grupo é um exemplo de incorporação tecnológica que acrescenta valor ao que produz, num sector com uma enorme margem de progressão no nosso concelho”, reagiu o autarca.

O Presidente da Câmara Municipal referiu-se à Celoplás como um “bom exemplo da qualidade, capacidade e diversidade industrial de Famalicão” e um “ótimo reflexo da importância do ensino profissional, de onde é recrutada boa parte dos recursos humanos da empresa”.

Trinta anos passados da data da sua criação (1986), a CCL-Plásticos, que esteve na origem do grupo fundado pelos famalicenses João Cortez e José Artur Campos Costa, ganha mais autonomia. Mas mantém a sua ligação umbilical com outras duas empresas do grupo e também instaladas em Famalicão: a Celoprint, em Mões, e a Centi-support, Máquinas e Equipamentos para a Indústria, em Jesufrei.

“A nossa missão de criar valor para a economia local está a cumprir-se, resultado das parcerias que temos desenvolvido com clientes e instituições. Sentimo-nos muito orgulhosos com o facto de o mercado nos continuar a dar oportunidades”, expressou o administrador João Cortez.

O grupo é já uma referência na produção de moldes de elevada precisão para as indústrias automóvel, militar e da saúde, entre outras. É, aliás, único em Portugal na transformação de componentes para a área médica e na transformação de silicone líquido. “Somos muito melhores do que os alemães, mas só vamos crescer à medida que formos capazes de formar os nossos técnicos nesta especificidade”, garantiu.

A Celoplás possui uma forte ligação ao meio académico, destacando-se as colaborações com as universidades de Coimbra, do Porto e do Minho, onde o grupo fundou o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros. Em Famalicão destaca-se a colaboração estreita com a Escola Profissional FORAVE. “Queremos ser os melhores entre os maiores e não podemos ter complexos. Mas temos que mudar o paradigma em Portugal e, para isso, o ensino é fundamental”, sustentou o empresário. Portugal tem um “potencial enorme”, mas precisa de conseguir formar recursos humanos que correspondam às necessidades de indústrias de elevada precisão como as dos moldes, acrescentou.

A Celoplás fechou o ano de 2015 com uma faturação de 23 milhões de euros. Exporta mais de 95% do que produz (Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Hungria, Suécia, Bulgária, Brasil, África do Sul, Índia ou China) e tem como clientes marcas tão exigentes como a Bosch, Browning, Daimler, Yazaki, Preh ou Visteon.

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