CeNTI desenvolve novas soluções tecnológicas para os carros do futuro

23-03-2026

É uma inovação portuguesa que promete surpreender e agradar condutores e respetivos passageiros: a possibilidade de personalizar a temperatura no interior automóvel tanto por zona como por ocupante. Um utilizador pode, por exemplo, ter a zona dos pés aquecida e a parte superior mais fresca, enquanto outro, no mesmo veículo, pode optar pelo inverso. Tudo isto em simultâneo e com menor consumo energético face às opções atuais de mercado. Outra das novidades, a pensar na segurança automóvel, será a possibilidade de fixar e estabilizar objetos, como o telemóvel, sem o auxílio de um suporte mecânico, apenas tendo por base uma tecnologia inovadora de sucção.

As duas soluções disruptivas, que procuram revolucionar a experiência de condução e de viagem automóvel, estão a ser desenvolvidas pelo CeNTI, em colaboração com outras entidades, no âmbito do GREENAUTO, uma agenda de escala nacional para a transformação da indústria automóvel.

"Os sistemas de aquecimento serão integrados em áreas de contacto ou proximidade com o utilizador. Estamos a falar, por exemplo, do painel de porta, do apoio de braço na consola central, do porta-luvas, da zona inferior do volante e das zonas laterais junto aos pés. Incorporados em têxtil e plástico, estes sistemas têm, por base, o conceito de «bolha térmica», que se refere à personalização dinâmica da temperatura no interior, ajustada às preferências individuais de cada ocupante. Esta abordagem, em que há um controlo térmico localizado e personalizável, caracteriza-se por tempos de resposta reduzidos e menor peso, contribuindo para a eficiência energética e conforto otimizado dos passageiros", revela Ana Sampaio, investigadora do CeNTI.

Adicionalmente, o CeNTI foi responsável pelo desenvolvimento do conceito e das tecnologias de sucção para fixação do telemóvel na consola central, assegurando uma utilização mais prática e segura do mesmo no interior do veículo. "Esta solução baseia-se na combinação de tecnologias de sucção ativa e passiva, obtidas por microestruturação e design funcional, permitindo a fixação segura, eficiente e reversível de objetos, sem necessidade de suportes mecânicos adicionais, e está a ser desenvolvida em parceria com a Simoldes Plásticos e a Stellantis. Tem ainda a vantagem de ser compatível com carregamento por indução", explica a responsável.

De acordo com a equipa de investigação, estas soluções distinguem-se essencialmente pela combinação integrada das funcionalidades, materiais avançados e processos inovadores, tendo como foco a introdução de novas formas de interação e conforto no interior automóvel.

"O principal objetivo foi tornar o habitáculo num verdadeiro 'third living space', isto é, um espaço inteligente, confortável e adaptável às necessidades do utilizador", acrescenta também Ana Sampaio, do CeNTI.

Até ao momento, foram já desenvolvidos alguns protótipos, em particular uma 'smart table' para aplicação no interior automóvel, com o sistema de fixação/sucção do telemóvel, e um painel de porta com sistemas de aquecimento integrado nas suas diferentes zonas.


Sobre a Agenda GREENAUTO

As soluções tecnológicas acima mencionadas foram desenvolvidas pelo CeNTI no âmbito do WP2 – Materiais Inteligentes, Funcionalizados e Digitais – Novos Conceitos para o Interior Automóvel da Agenda Mobilizadora GREENAUTO. Designado por Green Innovation for the Automotive Industry, o Projeto visa transformar a indústria automóvel nacional no contexto da transição atual para veículos de baixas emissões.

Além do CeNTI, este WP2, que encerra em dezembro deste ano, conta com a participação de diversas empresas e entidades científicas, nomeadamente Simoldes Plásticos, Stellantis (Mangualde), ISQCTAG, CITEVE e CEiiA.

A decorrer desde outubro de 2021 e com término previsto em junho de 2026, a Agenda GREENAUTO é liderada pela Peugeot Citroën Automóveis Portugal, S.A. (Stellantis Mangualde) e é composta por um total de 37 entidades, sendo 21 entidades empresariais, micro, PME e grandes empresas da cadeia de valor automóvel e 16 entidades do sistema científico e tecnológico português. Ao todo, envolve um investimento de 118 461 004,56€, sendo financiado pelo Plano Europeu de Recuperação e Resiliência (PRR) da Comissão Europeia.

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